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Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool

Sustentabilidade

26.06.2026

Uma iniciativa do Turismo de Portugal que promove a criação de uma rede nacional de espaços acessíveis, seguros e termicamente confortáveis para proteção de residentes e visitantes durante períodos de calor extremo, reforçando a adaptação do turismo às alterações climáticas.

​​​​​​​​​​​​​​​​​No âmbito da Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030, o Turismo de Portugal está a desenvolver a Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool, uma iniciativa que visa apoiar a adaptação do setor turístico às alterações climáticas e aumentar a resiliência dos destinos perante episódios de calor extremo.

O Programa promove a identificação, qualificação e divulgação de espaços que oferecem condições de conforto térmico e proteção durante períodos de temperaturas elevadas, tendo como objetivos:
  • proteger residentes e visitantes durante períodos de calor extremo;
  • reforçar a resiliência dos destinos turísticos;
  • valorizar a oferta turística através da adoção de medidas de adaptação climática.
O que são Refúgios Climáticos?

Os Refúgios Climáticos são espaços interiores ou exteriores que proporcionam gratuitamente abrigo temporário e conforto térmico durante períodos de calor extremo.
Podem corresponder a infraestruturas já existentes, públicas ou privadas, desde que assegurem condições adequadas de proteção e bem-estar.

Características recomendadas:
  • áreas com sombra e vegetação;
  • espaços climatizados ou com ventilação adequada;
  • acesso a água potável;
  • zonas de descanso;
  • instalações sanitárias;
  • informação sobre prevenção e proteção durante episódios de calor extremo;
  • acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e outros grupos vulneráveis.
Porque são importantes para o turismo?

As ondas de calor representam um desafio crescente para os destinos turísticos, afetando o conforto, a mobilidade e a segurança de residentes e visitantes. 

Os turistas encontram-se frequentemente em territórios que desconhecem e podem ter maior dificuldade em identificar riscos ou localizar espaços adequados de proteção térmica, por este motivo, é fundamental que os Refúgios Climáticos sejam facilmente identificáveis, acessíveis e integrados na experiência turística, permitindo a qualquer visitante utilizá-los de forma autónoma e segura.

Paralelamente, as empresas do setor devem ainda adotar medidas que protejam os seus colaboradores, ajustando tarefas, horários e condições de trabalho às condições climáticas.

Ondas de calor: como agir

As ondas de calor são fenómenos cada vez mais frequentes e intensos, com impactos diretos no bem-estar e na segurança de residentes e visitantes. A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode representar um risco acrescido, especialmente para grupos mais vulneráveis.
Para reduzir estes riscos, é fundamental adotar medidas de prevenção e proteção, tanto ao nível individual como na organização e gestão dos territórios e da atividade turística.

Consulte as recomendações dirigidas a:
Quem pode integrar a Rede?

Podem aderir entidades públicas e privadas que disponham de espaços com condições para funcionar como Refúgios Climáticos, nomeadamente:
  • municípios;
  • entidades gestoras de equipamentos culturais e desportivos;
  • bibliotecas e museus;
  • centros comerciais;
  • empreendimentos turísticos;
  • outras entidades com espaços adequados.
Benefícios da adesão
  • integração na Rede Nacional de Refúgios Climáticos;
  • acesso a orientações técnicas e ações de capacitação;
  • participação numa iniciativa nacional de adaptação climática do turismo;
  • maior visibilidade enquanto espaço de apoio a residentes e visitantes durante períodos de calor extremo;
  • contributo para a resiliência e sustentabilidade dos destinos turísticos.
As entidades interessadas podem manifestar o seu interesse em integrar a Rede de Refúgios Climáticos através do formulário de adesão​

No momento do registo, as entidades deverão declarar, sob compromisso de honra, que o espaço cumpre os requisitos definidos no âmbito do Programa.

Após submissão, os espaços poderão ser integrados na Rede de Refúgios Climáticos, podendo utilizar o selo “STAY COOL” e ser divulgados nos canais associados.​

Capacitação

Está prevista uma primeira fase de webinares com vista a apresentar o Programa, apoiar a aplicação a implementação dos requisitos, esclarecer dúvidas e partilhar boas práticas:
  • 9 de julho: dirigido a operadores turísticos;
  • 16 de julho: dirigido aos municípios.
Linha de financiamento

Encontra-se em desenvolvimento uma linha de apoio técnico e financeiro, no âmbito do Programa Crescer com o Turismo, destinada a apoiar a criação, qualificação e gestão de Refúgios Climáticos, através da adaptação de espaços e infraestruturas existentes com condições para assegurar conforto térmico e proteção em períodos de calor extremo. 

Implementação colaborativa

A implementação do Programa assenta numa abordagem colaborativa, envolvendo entidades públicas e privadas, em articulação com o Turismo de Portugal, promovendo a partilha de boas práticas e o desenvolvimento progressivo de uma rede nacional de Refúgios Climáticos.

Para esclarecimentos adicionais sobre o Programa, poderá contactar através do endereço de correio eletrónico: stay.cool@turismodeportugal.pt​ 









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