A construção de destinos turísticos cada vez mais acessíveis requer o conhecimento prévio das condições de acessibilidade existentes, a identificação de oportunidades de melhoria e a definição de estratégias que promovam uma experiência turística inclusiva para todos.
A evolução da procura turística neste domínio tem vindo a ser confirmada por evidência internacional, nomeadamente pelo estudo desenvolvido pela MMGY Travel Intelligence em parceria com a European Network for Accessible Tourism (ENAT), que evidencia o impacto das transformações demográficas, o reforço da relevância da acessibilidade na decisão de viagem e a crescente valorização de experiências turísticas inclusivas, com implicações diretas na competitividade dos destinos. Entre os principais resultados destacam-se:
- 91% dos viajantes europeus com necessidades específicas de acessibilidade realizaram pelo menos uma viagem internacional de lazer no último ano;
- cerca de 34% apresentam uma mobilidade internacional elevada, realizando duas ou mais viagens por ano;
- 71% preferem viajar fora da época alta (época baixa ou intermédias), evidenciando uma clara predisposição para a gestão da sazonalidade;
- apenas 16% das viagens são realizadas em regime individual, sendo predominantes as viagens em contexto de casal ou família, com impacto alargado na decisão de viagem;
- o gasto médio anual em viagens internacionais de lazer (excluindo voos) é de cerca de US$ 3 163 por viajante, atingindo valores superiores no Reino Unido (US$ 3 905).
Com o objetivo de apoiar as entidades públicas e os agentes turísticos neste processo, o Turismo de Portugal disponibiliza recursos técnicos e instrumentos de apoio à implementação da acessibilidade, que contribuem para a qualificação da oferta turística e para o desenvolvimento de destinos mais inclusivos e competitivos.
Entre os recursos disponíveis incluem-se relatórios de diagnóstico sobre as condições de acessibilidade de diferentes tipologias de recursos turísticos, designadamente as Estações Náuticas, os Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus e as Ecopistas, os quais permitem identificar boas práticas, constrangimentos e oportunidades de intervenção e melhoria.
Também disponível, o Manual de Gestão de Destinos Turísticos Acessíveis, desenvolvido em parceria com a European Network for Accessible Tourism (ENAT), que reúne orientações e recomendações para apoiar a integração da acessibilidade no planeamento, gestão e promoção dos destinos turísticos.
Ao aumentar as competências dos gestores de destinos sobre as questões da acessibilidade, não só se beneficiam os visitantes, como também se acrescenta competitividade às empresas turísticas e a Portugal.