Nesta edição do Green Key 2026 são galardoadas 446 unidades, mais 41 do que na anterior edição, sendo que 66 recebem pela primeira vez o selo Green Key, para além de 5 que voltaram a participar no Programa.
Em 2026, todas as Entidades Regionais de Turismo voltam a contar com estabelecimentos Green Key, no entanto, a maior concentração de galardoados coincide com os destinos turísticos com maior expressão no nosso país, destacando-se Grande Lisboa e Península de Setúbal (109), Madeira (79), Algarve (86) e Área Metropolitana Porto (47), que, em conjunto, concentram dois terços dos estabelecimentos Green Key distinguidos.
A Região de Turismo do Norte conta com 83 galardoados; a RT do Centro com 45; a Região da Grande Lisboa e Península de Setúbal lidera com 109; a RT do Alentejo e Ribatejo conta com 23; a RT do Algarve um total de 86; os Açores contam com 21 e a Madeira com 79 unidades GK. Em 2026, seguindo a tendência dos últimos anos, Lisboa, Algarve, Norte e Madeira viram aumentado o número de estabelecimentos Green Key.
Estes números reiteram a necessidade de apostar e investir na descentralização do turismo, de forma a aliviar a pressão no litoral e nos grandes centros urbanos, o que vai ao encontro dos objetivos do Programa Green Key, uma vez que a sustentabilidade deve ser ambiental, social e económica.
No que diz respeito às tipologias, os hotéis e as pousadas são as categorias mais expressivas, contabilizando cerca de 84% dos estabelecimentos Green Key em Portugal, ou seja, 376 hotéis e pousadas. Além dos hotéis, nesta edição, são reconhecidos 30 alojamentos locais, 22 empreendimentos de turismo no espaço rural, 7 parques de campismo, 7 restaurantes, 3 centros de conferência e 1 pousada de juventude.
A evolução dos resultados mostra que a certificação ambiental está a consolidar-se como um fator de competitividade no setor do turismo, sobretudo entre as empresas de maior dimensão e os estabelecimentos hoteleiros. Por outro lado, os alojamentos locais e os empreendimentos de turismo em espaço rural continuam a revelar um elevado potencial de crescimento, dado que a adesão ao programa ainda é reduzida nestas tipologias, apesar da sua forte representatividade na oferta turística nacional.
Para as unidades receberem este certificado, devem cumprir um conjunto de critérios e indicadores em áreas como a gestão de recursos e de resíduos, responsabilidade social, informação ao cliente. A Comissão Nacional, que participa no processo de avaliação, é composta por 19 entidades representativas do setor turístico, assegurando o rigor e a credibilidade deste reconhecimento.
O Green Key é um selo ambiental da responsabilidade da Foundation for Environmental Education (FEE), que se reflete numa rede internacional com mais de 9000 estabelecimentos, onde Portugal se eleva para a 5.ª posição na edição de 2026, numa lista liderada pela França, seguida pelos Países Baixos, Grécia, Alemanha e Bélgica.