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Boas práticas em alojamento: sistema inovador de cogeração de energia

Sustentabilidade

15.05.2020

​​​​Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), no âmbito de um projeto liderado pela empresa SCIVEN - uma empresa que desenvolve e comercializa tecnologia na área da eficiência energética - criou um sistema inovador de cogeração de energia que permite produzir em simultâneo energia térmica e elé​trica, a partir da utilização de biomassa, uma energia renovável e obtida de forma sustentável, como combustível.

O projeto, com apoio financeiro do Portugal 2020 e da Agência Nacional de Inovação, S.A., “materializa-se num equipamento modular acoplado a uma caldeira para produção de água quente, preferencial, mas não necessariamente alimentada a biomassa”, elevando-o para outro patamar de eficiência e sustentabilidade em relação aos métodos atualmente utilizados para produção de água quente (caldeiras a gás natural/propano ou a gasóleo) em equipamentos de consumo intensivo, como empreendimentos turísticos, hospitais, etc.

O sistema mostra a sua eficiência ao produzir energia elétrica sempre que há necessidade de produção de energia térmica, que, no caso dos empreendimentos turísticos, é utilizada para uso sanitário, SPA's ou piscinas e climatização de espaços interiores.

A tecnologia “aproveita” a necessidade de produzir energia térmica como uma oportunidade de, através de uma fonte de energia sustentável e através de um processo de alta eficiência, produzir também eletricidade para consumo local, instantâneo, reduzindo assim a necessidade de importação de energia da rede pública e consequentemente a fatura e o impacte ambiental associados.

A abordagem da SCIVEN para promover a sustentabilidade (económica e ambiental) em processos fortemente dependentes de energia térmica, como são os empreendimentos turísticos, assenta na substituição de caldeiras de produção de água quente alimentadas a combustíveis fósseis (gás propano, gás natural, gasóleo, etc.) pelas suas caldeiras de última geração alimentadas a biomassa, preparadas para a acoplação posterior do seu sistema de cogeração.

A poupança obtida pelo sistema de cogeração cifra-se em cerca de 30% na fatura da eletricidade. Por outro lado, a substituição de caldeiras alimentadas a combustíveis fósseis - mesmo sendo muito eficientes - pela caldeira a biomassa gera uma redução em termos do custo com combustível na ordem dos 70% - representando uma poupança de milhares de euros por ano para um empreendimento turístico de média dimensão.

​A estas vantagens soma-se uma redução drástica das emissões de dióxido de carbono (CO2) associadas ao consumo desta energia, em relação aos processos convencionais.

Na generalidade dos casos, o período de retorno do investimento neste sistema situa-se entre os 2 e os 4 anos, conforme a escala dos consumos energéticos de cada caso e o combustível utilizado.​

Quanto à implementação do sistema, existe a possibilidade de o mesmo poder integrar os bioresíduos gerados nas cozinhas (resíduos orgânicos como legumes e frutas não cozinhados, por exemplo), misturando-os com pellet, estilha ou outro tipo de biomassa florestal, contribuindo assim para uma economia circular, onde o resíduo passa a ser um recurso.



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