Os Geoparques Mundiais da UNESCO são territórios reconhecidos internacionalmente pela relevância do seu património geológico e pela forma como o utilizam para promover a educação, a investigação científica e o desenvolvimento sustentável das comunidades locais. Nestes territórios, o geoturismo assume um papel central, funcionando como uma alavanca para o crescimento económico local através da valorização integrada dos recursos naturais, culturais e dos produtos identitários de cada território.
Neste contexto, foi criada a Rede de Geoparques Mundiais da UNESCO nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), uma iniciativa que pretende reforçar a cooperação entre estes territórios e apoiar a criação de novos geoparques no espaço lusófono.
Atualmente, Portugal e Brasil são os países da CPLP que já integram a Rede Global de Geoparques Mundiais da UNESCO. A experiência acumulada por estes dois países constitui um contributo relevante para apoiar e impulsionar o desenvolvimento de futuros projetos de geoparques nos restantes países da CPLP, pelo que Portugal e Brasil desempenharão o papel de mentores, promovendo a partilha de conhecimento, experiências e boas práticas, com foco na valorização do património natural, cultural e identitário, promovendo o geoturismo como o motor de desenvolvimento do turismo sustentável.
A rede funciona como uma plataforma de cooperação entre os Estados-Membros interessados, integrando pontos focais designados por cada país, bem como representantes das redes nacionais de Geoparques Mundiais da UNESCO existentes no espaço da CPLP.
No âmbito desta cooperação, terá lugar em maio de 2026 o I Fórum de Geoparques Mundiais da UNESCO da CPLP, que será acolhido pelo Arouca Geopark.